9 verdades e uma mentira sobre k-pop

Fabiano Alcântara

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Atualizado em 20/04/2017

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1. Os treinamentos são duros e podem durar uma década

Os idols, como são chamados os músicos das bandas não tem vida fácil. Eles passam por treinamentos de agências que montam os grupos por até dez anos. Por isso, sabem canto, coreografia, moda e até como se comportar com os fãs e a imprensa. Érica Imenes não gosta muito da ideia de que algum artista pop mainstream possa dizer que se influencia pelo k-pop apenas porque usa cabelos e roupas coloridos. "Nós estamos falando de um gênero cujas influências vieram de fora. Então eles transformaram na identidade coreana, mas as influências já vem de fora", afirma Érica. Na foto, Twice.

Créditos: Divulgação

2. Grupos grandes facilitam identificação

Muitos grupos de k-pop têm sete integrantes, às vezes mais. Para Babi Dewet, isso facilita com que o público se identifique com um integrante e tenha os seus preferidos em cada grupo. "Se fossem só dois, seria mais difícil", argumenta. Na foto, Block B

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3. Não foi Psy e sim a popularização do YouTube que ajudou o gênero a explodir

"A própria Coreia percebeu que era necessário fazer essa transição em algum momento. Aquilo explodia muito rápido, mas acabava com a mesma rapidez. A indústria do entretenimento coreana é tão inteligente, que eles perceberam isso antes mesmo de ser global. Eles mudaram e no que eles mudaram foi a época que a internet começou na ficar mais fácil, mais globalizada. Quando rolou, e isso foi antes do Psy, porque acham que o Psy foi o boom. Antes mesmo do Psy, o YouTube começou a fazer mais sucesso", diz Érica.

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4. O k-pop é orgulho nacional na Coreia

"De um tempo para cá, os coreanos têm comprado de novo essa ideia para eles mesmos. O k-pop está crescendo de novo na Coreia. Foi uma jogada muito boa. Levar para fora e trazer de volta. Na verdade, o k-pop hoje é um orgulho nacional", afirma Natália Pak. Na foto, Got7

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5. Os fãs são essenciais e parte do movimento

"Sem os fãs, nada aconteceria. Se eles não comprassem a onda coreana que saiu via YouTube, isso não aconteceria, ao invés do k-pop ser um gênero internacional, ele seria um negócio local. Ele ficaria preso às fronteiras da Coreia porque a Coreia sempre comprou desde o começo. Tanto que os primeiros grupos, a galera de fora da Coreia não gosta muito porque é bem coreano", diz Érica. Na foto, Mamamoo

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6. O número de grupos é incontável

"Em 2008, quando o SarangInGayo surgiu, a gente tinha vai uns 50, 60 grupos. Hoje a gente não sabe nem quantos. Passou dos mil, 2 mil, sei lá. Eles estreiam diariamente e todo dia tem um grupo estreando", contextualiza Natália. Na foto, K.A.R.D.

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7. O k-pop tem algo de autoajuda

"É uma coisa muito completa, é uma cultura muito vasta. A gente aqui no Brasil é muito multicultural, a gente está acostumada a diversas coisas. É só deixar o preconceitinho da língua de lado. Ah, eu não vou entender nada do que estão falando. Se deixar isso de lado, vocês vão ver o quão vasta é a cultura coreana e o quanto de coisa bacana isso pode trazer para a vida. O ideal deles, do work hard, do vamos fazer, vamos lá. Isso para gente é uma motivação incrível", afirma Érica. Na foto, Monsta-X

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8. A primeira geração do k-pop se estabeleceu nos anos 90

"Na verdade o k-pop é muito mais antigo que isso, mas no começo dos anos 90 começaram a aparecer grupos que são considerados seniors no k-pop, a primeira geração", contextualiza Natália. Na foto, G.O.D

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9. A bossa nossa é uma influência da música coreana

"Já muitos anos antes dos 90, os coreanos usavam elemento do pop, do jazz, da bossa nova. Tem muitos artistas coreanos que usam elementos de bossa nova", afirma Natália. Na foto, Mamamoo

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10. Will.i.am e Snoop Dog são quase idols

"Tem artistas que gostam do k-pop e levam o k-pop para o seu país, tipo will.i.am fez muito isso. Snoop Dog fez muito isso. Artistas que foram para Coreia, viram como era lá, trabalharam com artistas de lá e voltaram para os Estados Unidos trazendo um pouquinho disso com eles. Inclusive Pharell também, Missy Elliott", exemplifica Babi. "É difícil você pegar esse conceito que já foi inspirado em alguma coisa e trazer para sua terra natal e falar que ele inspirou de volta. Mas hoje em dia é meio que um ciclo porque os artistas internacionais não tem essa diligências que os coreanos têm. Essa coisa do ensaio, do perfeccionismo. Talvez isso seja uma inspiração nova para os artistas internacionais", completa Érica. Na foto, Will.i.am e 2NE1

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