Homem usa camisinhas para fermentar vinho feito em casa

Itaici Brunetti

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Atualizado em 3/04/2017

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(Foto: Reprodução El Canal/Ramon Espinosa )

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Orestes Estevez, morador de Havana, em Cuba, produz vinho caseiro e arrumou um jeito ‘diferente’ de fermentar a bebida: ele usa camisinhas em galões para saber quando o produto está no ponto!

As camisinhas vão enchendo de ar lentamente de acordo que a mistura frutada vai se fermentando. Quando o processo é finalizado e não há mais ar, o preservativo murcha e o vinho está pronto para engarrafamento. “Usar preservativo em uma garrafa é exatamente como em um homem. Ele fica ereto, então o vinho está pronto. Quando termina é que o processo é concluído”, disse o homem de 56 anos ao El Canal.

Estevez, sua esposa, filho e mais um assistente produzem anualmente milhares de litros de vinho aromatizado com goiaba, agrião e beterraba desde 2000, quando Cuba deu os primeiros passos para permitir a iniciativa privada. Eles vendem cerca de 50 garrafas por dia, e cada galão de 20 litros leva 45 dias para ficar pronto.

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Aprenda a harmonizar vinhos

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Vinho branco

Petirrojo: é o típico Sauvignon Blanc, tradicionalmente seco, mas delicado. É um vinho fresco e bem jovem. Identificado pela cor palha e reflexo esverdeado. Tem pimentão verde, folha de tomate e ervas frescas na composição. Vai bem com frutos do mar, salada, coalhada e queijos mais ácidos.

Créditos: Gabriel Quintão

Vinho branco

Anselmi: esta garrafa tem um tipo de vinho branco mais complexo, equilibrado e aromatizado. Nestes casos, a cor da bebida é mais dourada. Tem maçã verde, flores brancas e camomila na composição. Vai bem com pratos mais elaborados, como robalo, queijo fresco, gorgonzola, ravióli com molho de tomate, carne branca como frango assado, peru e chester.

Créditos: Gabriel Quintão

Vinho rosé

Château de Pourcieux: tem cor clara, um rosa prateado. É o tipo de rosé mais clássico. É suave, tranquilo e mais fresco. Misturado com pétalas de rosa e gerânio. Vai bem com pratos delicados, saladas, frango e frutos do mar. Carne pode ser steak tartare, uma massa simples e ainda sopa de cebola.

Créditos: Gabriel Quintão

Vinho rosé

Corerosa: é um vinho de rosa mais forte. É vibrante, jovem e a acidez muda de acordo com o preto. É misturado com ameixa e cereja, além de ser mais encorpado. Ideal para ser servido com comidas mais estruturadas, como ravióli de cabrito e nhoque de ragu de linguiça. Vai bem também com queijo fresco à meia cura e canastra.

Créditos: Gabriel Quintão

Vinho tinto

Bocelli: vinho da vinícola do cantor Andrea Bocelli, na Toscana. “É o preferido das mulheres e combina muito com o paladar brasileiro”, diz Gianluca Casagrande, sommelier do restaurante Supra di Mauro Maia. Ele é sedoso, aveludado, conquista a boca, e equilibra a acidez, o tanino (aquela sensação de ter comido uma banana verde, sabe?) e calor. Vai bem com prato mais estruturado, como carne de sustância.

Créditos: Gabriel Quintão

Vinho tinto

Dolcetto d’Alba é considerado o melhor dolcetto do mercado Este vinho é feito de uma uva da região de Piemonte. Mistura cereja madura e ameixa. É mais ácido no início e doce no final quando engole. Este tipo vai muito bem com massas.

Créditos: Gabriel Quintão

Vinho tinto

Huaso de Sauzal: este vinho de elite foi premiado como o melhor exemplar chileno no ano passado. É feito apenas de uva e é ácido na medida. Vai muito bem com churrasco e carnes bem mal passadas.

Créditos: Gabriel Quintão

Vinho tinto

Selvarossa: este vinho tem um toque defumado, de frutas vermelhas, persistência longa e toque de couro. Geralmente este tipo é encorpado e estruturado e vai bem com carnes mais fortes, como de cabrito, javali e de caça.

Créditos: Gabriel Quintão

Vinho tinto

Mouton Rothschild é feito com dois tipos de uva e tem a elegância e potência de vinhos de elite. As frutas são cultivadas em videiras centenárias, os cachos crescem sob cuidados e apenas os fortes chegam até o fim. É um dos mais caros e uma garrafa é vendida por R$ 12 mil.

Créditos: Gabriel Quintão

Vinho de sobremesa

Este tipo é mais doce e consumido em pequenas doses. Ele é feito através da colheita tardia da uva. Existem várias maneiras de fazer o procedimento, mas geralmente há uma ventilação especial para secar a uva nas videiras depois do prazo. Neste tempo, o cacho se enche de mofo, que suga a água da fruta, deixando-a seca e mais concentrada de açúcar. Por isso, o vinho é mais doce e tem um toque de mofo.

Créditos: Gabriel Quintão

Curiosidades

Existem quatro ingredientes que, não adianta, eles não se harmonizam com vinho. São eles: pimenta, alcachofra, sorvete e frutas.

Créditos: Gabriel Quintão

Curiosidades

Harmonizar é equilibrar o paladar! É quando o prato e a bebida formam uma bela dupla. Por isso, o vinho deve acompanhar e completar o efeito causado pela comida e não se separar dela. A regra é: cardápio delicado, vinho mais simples. Receitas elaboradas, vinhos mais encorpados.

Créditos: Gabriel Quintão

Curiosidades

Vinho e queijo é a combinação perfeita? Não. Nem todo vinho combina com queijo. E, a razão disto, é a tão falada harmonização.

Créditos: Gabriel Quintão

Dica do sommelier

Champanhe é vinho! E, avisamos, esqueça os nomes da moda. “Veuve Clicquot é o champanhe mais básico que tem. Na Itália não se toma nem de graça. Moët Chandon também é um dos mais simples”, explica Gianluca. Entre as boas sugestões, estão o Dom Pérignon, Deutz, Ruinart, Salon e Vollereaux. Este último tem o melhor custo-benefício porque é um espumante francês moderno e custa pouco mais de R$ 100.

Créditos: Gabriel Quintão

Dica do sommelier

“Vinho é como perfume, cada dia devia ter um diferente. O sommmelier tem que ser um bom psicólogo para indicar opções certas para cada dia porque um vinho bom é aquele que você gosta”, explica Gianluca Casagrande, sommelier do restaurante Supra di Mauro Maia e que nasceu em uma vinícola no interior da Itália

Créditos: Gabriel Quintão

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