‘Quantas Elizas vão precisar morrer?’, pergunta manifestante em greve de mulheres

Fabiano Alcântara

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Atualizado em 8/03/2017

Ato em apoio à greve internacional de mulheres

Gabriel Quintão Ato em apoio à greve internacional de mulheres

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Como em 40 países em que grupos que lutam pela igualdade de gênero convocaram protestos no Dia Internacional da Mulher, atos políticos ocorreram nesta quarta (8) no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, e na praça da Sé.

Os atos marcaram o 8M – Paralisação Internacional das Mulheres em São Paulo. Além de protestos e eventos culturais, também foram realizados mutirões de saúde, com exames gratuitos, e ato simbólico na Bolsa de Valores.

Feminicídio, com muitas menções ao caso Eliza Samúdio, repúdio à cultura do estupro, protestos contra diferenças salariais e o trabalho doméstico feito sem remuneração foram alguns dos pontos levantados pelas manifestantes no ato do Masp, em São Paulo.

“O Brasil ao mesmo tempo em que é penta no futebol, ele é penta em feminicídio. É o quinto país que mais mata no mundo. E agora a gente tem o goleiro Bruno que por um caso de um erro da Justiça de não julgá-lo, ele está solto. Quantas mulheres mais vão morrer, quantas Elizas, quantas Marias”, perguntou a artesã Tati, que preferiu não dar o sobrenome.

“É necessário que todas se comovam, que todas participem, apesar de algumas não concordarem com o feminismo, estamos aqui para todas. Eu como mulher tenho medo de andar na rua, tenho medo de sair de casa, tive medo de vir aqui hoje”, afirmou Jéssica Taís, estudante de engenharia.

“Hoje eu saí de casa e deixei meu filho para ter direitos, para não acontecer o que aconteceu com o Bruno, depois de seis anos na cadeia, matando e esquartejando e ainda procurando de ter o direito de ver o filho dele, o direito da mulher de ser mãe, ele tirou. Então, estou aqui por conta da mulher não ter voz hoje no Brasil”, completou.

 

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