Realista, cápsula ou de penetração? Saiba como escolher o primeiro vibrador

Giovanna Tavares

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Atualizado em 30/06/2017

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No passado, os vibradores tinham algo de grotesco e até agressivo. Alguns lembravam furadeiras, com estímulos intensos, repetitivos e pouco práticos para o dia-a-dia.

Mesmo assim, os brinquedinhos nada discretos revolucionaram o autoconhecimento feminino e a busca pelo prazer sexual. As mulheres passaram a contar com bons aliados na cama – e fora dela, claro.

Hoje em dia as coisas são bem diferentes, ainda bem. Falar em vibrador, no entanto, é tocar em um tabu que não agrada a todos.

A ideia de um objeto fálico de plástico assusta alguns e suscita ideias de inferioridade e competição entre homens, por exemplo. Mas o que importa, mesmo, é que as opções de brinquedos, consolos e vibradores têm crescido cada vez mais.

De penetração, estimulação clitoriana, plugs anais, bolinhas de pompoarismo, supositórios… Há para todos os tipos e todos os gostos, de uso individual ou a dois.

Quem conversou com o Virgula Lifestyle sobre o tema foi a sexóloga e terapeuta Cara Cecarello, que deu dicas valiosas para quem está se aventurando, pela primeira vez, no mundinho mágico dos vibradores.

Por onde começar?

A especialista explica que o vibrador padrão para iniciantes é aquele mais tradicional, em formato fálico, mas não exatamente realista.

“Quem vai comprar um vibrador pela primeira vez, já vai com um pouco de culpa. Então, esse vibrador comum acaba sendo a melhor escolha, já que não é caro e cumpre sua função muito bem. Também não é muito grosso e tem um tamanho mediano, que não assusta”, explica Carla Cecarello.

Vibrador clássico: tem bom custo-benefício e dá conta do recado

De acordo com a especialista, dá para encontrar modelos excelentes a partir de R$ 20 em lojas online e sex shops. Para quem quer dar um passo a mais, há também vibradores que imitam a textura do pênis, com veias e saliências que estimulam a parede vaginal. Feitos em material farmacêutico, que não causa alergia, esses vibradores costumam ter um preço um pouco mais salgado.

Penetração x estímulo do clitóris

Se o formato fálico não agrada, não tem problema. Algumas mulheres têm mais facilidade de atingir o orgasmo por meio do estímulo do clitóris, sem necessariamente envolver a penetração. Nesse caso, existem boas opções de vibradores em formato de cápsulas, ou “bullets”, focados na missão clitoriana.

Com diversos tamanhos e potências de vibração, alguns até podem ser utilizados para penetração, mas não é a questão principal. Outro atrativo deste modelo é a possibilidade de usá-lo com um controle remoto, durante a relação. “Pode ser uma brincadeira divertida entre o casal, já que o parceiro pode controlar a vibração na mulher”, aconselha Carla.

Pequenos, esses vibradores são focados no estímulo do clitóris

Outro modelo interessante que pode ser aproveitado pelo casal é o anel peniano. Feito de silicone, o anel deve ser colocado na base do pênis e conta com um pequeno vibrador que fica em contato com o clitóris da mulher no momento da penetração, intensificando o prazer. É  vibrador bem simples e discreto para quem quer esquentar o clima na cama, sem traumas ou DR.

Plugs anais

Achou que o estímulo anal estava fora dessa lista? Claro que não! Apesar de ainda ser um forte tabu entre as mulheres, o sexo anal pode começar justamente com os brinquedinhos eróticos. A sexóloga explica que os plugs anais também podem vibrar, tornando a preliminar mais interessante e excitante.

Além disso, o formato do plug é pensado para a adaptação da relação anal. Ele começa mais fino, engrossa um pouco e tem uma espécie de base que facilita o manuseio. Dessa forma, é possível utilizá-lo na relação a dois ou mesmo por conta própria, sem mistério.

Plugs ajudam na descoberta do sexo anal

Autoconhecimento é tudo

Apesar de práticos e maravilhosos, os vibradores não devem “comandar” o bê-a-bá da masturbação feminina, exclusivamente. Para Carla Cecarello, os brinquedinhos são recomendados às mulheres que já possuem um certo grau de conhecimento sobre o próprio prazer, tendo experimentado orgasmos diferentes ao longo da vida.

Para quem está começando, portanto, a dica é investir no tato, conhecendo o corpo com as mãos, no ritmo natural das coisas. Isso porque os vibradores podem criar a ideia de um estímulo que, na prática, durante a relação, não é exatamente igual.

“A mulher coloca na cabeça que só consegue ter um orgasmo se for do mesmo jeito que com o vibrador, aí não dá certo. Os vibradores sempre vão ganhar da mão, da língua, por isso que é importante se conhecer. É melhor começar se tocando sozinha”, conclui a especialista.

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