Uma morte a cada 25 horas: Brasil é país que mais mata LGBTs por homofobia no mundo

João Vieira

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Atualizado em 17/05/2017

Dandara foi morta com requintes de crueldade

Reprodução Dandara foi morta com requintes de crueldade

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A realidade da comunidade LGBT no Brasil é cada vez mais violenta. A matança da população que compõe esse grupo bateu recorde no país em 2016, com 343 mortes, colocando-o no topo do ranking das nações que mais violentam essas pessoas, especialmente entre as que legalizaram a sua existência.

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Dessas mortes, 42% são de transexuais e travestis. Os crimes possuem algo em comum: são sempre com vários tiros, ou diversas facas, uso de pedras, paus e requintes de crueldade. Como foi com Dandara Kataryne, de 42 anos, em Fortaleza, neste ano, espancada até a morte em crime gravado em vídeo e divulgado nas redes sociais. Segundo a Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil, no mesmo ano, 25 travestis e trans foram assassinados em cenários de crimes de ódio.

O Grupo Gay da Bahia, mais tradicional em levantamentos de crimes homofóbicos, mostra que 2016 foi o mais violento dos 37 anos em que a associação atua. Os números, que são subnotificados, apontam São Paulo como o líder desse ranking, com 49 assassinatos.

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Diferente de Rede Nacional Trans, o GBB traz um número alarmante de mortes de trans e travestis: 144. O grupo é o maior de risco entre os LGBTs, com 14 vezes mais chances de serem vítimas do que os gays.

Se 2016 foi violento, 2017 caminha para ser ainda pior. Já são 117 os assassinatos motivados por crime de ódio neste ano. O número é 18% maior que o mesmo período em 2016.

De acordo com o relatório da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA), o país ocupa o primeiro lugar na quantidade de homicídios de LGBTs nas Américas, com 340 mortes por motivação homofóbica no ano passado.

Isso corresponde a uma morte a cada 25 horas.

Para a pesquisa de 2016, o GBB documentou dados em 168 municípios brasileiros. Dos 343 assassinatos ocorridos, 173 eram gays, 144 trans, 10 lésbicas, 4 bissexuais e 12 heterossexuais que eram parentes ou conhecidos de LGBTs e foram mortos por algum envolvimento com eles.

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No Dia do Combate à Homofobia, lembramos famosos que apoiam a causa

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Daniel Radcliffe

O eterno Harry Potter é porta-voz da campanha It Gets Better, que busca denunciar e combater o preconceito contra adolescentes homossexuais nas escolas e ambientes jovens. Daniel já doou mais de 25 milhões de libras em programas de combate à homofobia.

Créditos: Reprodução

Ellen Degeneres

A apresentadora norte-americana é declaradamente homossexual, e uma grande ativista da causa. Ellen é representante da Aliança Gay e Lésbica contra a Discriminação, e sempre discute temas relacionados com homofobia e sexualidade em seu talk show, um dos mais assistidos dos Estados Unidos.

Créditos: Instagram/Reprodução

Ellen Page

A atriz de Juno também é homossexual assumida. Ellen ficou famosa recentemente por confrontar Jair Bolsonaro em uma série online, onde ela viaja pelo mundo denunciando casos e campanhas homofóbicas em diversos países.

Créditos: Instagram/Reprodução

Elton John

O lendário músico inglês é casado com David Furnish oficialmente desde 2005, e sempre destina parte de sua fortuna para associações que discutem casos de homofobia e a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o mundo.

Créditos: Instagram/Reprodução

George Clooney

Alguém duvida da capacidade de galã de George Clooney? Diferente de alguns símbolos sexuais de Hollywood, o ator não tem receio algum em se declarar completamente favorável ao combate à homofobia. Clooney já depositou alguns milhões em colaborações com programas favoráveis aos gays e trans na Europa e Estados Unidos.

Créditos: DIvulgação

Ingrid Guimarães

A atriz está sempre presente em rodas de discussões na web relacionadas ao combate à homofobia. Nesta terça-feira (17), por exemplo, Ingrid usou seu Instagram para lembrar a data e dar um forte depoimento contra o preconceito. "Não é uma questão de opinião, mas sim de justiça", disse ela.

Créditos: Instagram/Reprodução

Jean Wyllys

O ex-BBB é o único representante da comunidade LGBT em Brasília. Deputado federal, Jean Wyllys enfrenta forte repressão no Congresso para tentar garantir alguns direitos mínimos aos homossexuais, como a criminalização da homofobia.

Créditos: Facebook/Reprodução

Lady Gaga

Gaga é a grande diva dos homossexuais. Em suas músicas, roupas e atitudes, a cantora sempre demonstra seu carinho e apoio aos gays e trans, se tornando uma grande inspiração para toda a comunidade.

Créditos: Instagram/Reprodução

Madonna

Se Lady Gaga é a diva dos homossexuais, Madonna é a rainha. A cantora pop é uma histórica defensora dos direitos LGBT.

Créditos: Instagram/Reprodução

Tiago Abravanel

O ator e cantor também sempre se manifesta a favor dos gays e trans em polêmicas envolvendo o tema. No caso mais recente, quando sua tia, Patrícia Abravanel, declarou que relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo não são normais, Tiago foi ao Instagram para responder a tia, deixando claro sua opinião e pedindo que ela aprende mais sobre o assunto.

Créditos: Instagram/Reprodução

 

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