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Biografias ‘proibidas’ chegam a custar R$ 700 na web; sebos recusam livro de Roberto Carlos

Virgula

Por

Atualizado em 15/10/2013

Roberto Carlos

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Em meio à polêmica sobre a proibição de biografias não autorizadas, livros tirados de circulação como Roberto Carlos – Em Detalhes, do jornalista Paulo César de Araújo, chegam a custar R$ 500,00 em sebos.

“Quando aparece alguém aqui querendo vender, eu não compro”, diz Seu Messias, dono de um dos sebos mais importantes de São Paulo que leva seu nome. “Não faço nada que seja proibido”, acrescenta ao Portal Virgula por telefone nesta terça-feira (15).

Noel Rosa, Uma Biografia, de João Máximo e Carlos Didier, foi publicado em 1990 – a reedição da obra foi barrada pela família do músico. No sebo Livros Raros, no Rio de Janeiro, é possível comprar um exemplar por R$ 700. Já no Sebo e Lojão, em São Paulo, sai por R$ 180.

Pedindo para não ser identificado, outro dono de um sebo diz que “poder, poder não pode, mas dá pra achar os livros ‘proibidões’ em vários sebos e no Estante Virtual”, explica. O site tem um acervo de mais de 11 milhões de livros espalhados por centenas de sebos pelo país.

Outra biografia que desapareceu das livrarias – e também dos sebos – é a de Paulo Leminski, O Bandido Que Sabia Latim, de Toninho Vaz. A quarta edição do livro, preparada pela editora Nossa Cultura, foi vetada pela família do poeta curitibano.

A decisão causou polêmica, já que a Companhia das Letras acaba de lançar Vida, um conjunto de biografias de Cruz e Souza, Bashô, Jesus e Trótski assinadas por Leminski.

Debate 
A repercussão em torno do caso das biografias ganhou força após uma entrevista de Paula Lavigne, ex-mulher e empresária de Caetano Veloso, ao jornal Folha de S. Paulo. Paula é porta-voz da associação Procure Saber, integrada por Caetano, Djavan, Chico Buarque, Gilberto Gil e Roberto Carlos, entre outros músicos.

O grupo luta para impedir que seja aprovado um projeto do deputado Newton Lima (PT-SP), que tramita no STF e no Congresso Nacional. O projeto pede uma mudança no Código Civil brasileiro, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, referente aos artigos do Código Civil que permitem o veto de biografias não autorizadas pelos biografados ou suas famílias. Para Newton, tais artigos ferem a liberdade de expressão e de imprensa. 

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