Festival de carne de cachorro da China é cancelado, dizem ativistas

Fabiano Alcântara

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Atualizado em 18/05/2017

Cachorros em caminhão na China

Reprodução/Guangyuan Bo’ai Animal Protection Center Cachorros em caminhão na China

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A barbárie poderia acabar? Segundo os ativistas dos direitos dos animais, o festival de carne de cachorro Yulin, para o qual foram entregues de 2 a 3 mil cães, forçados a entrar em gaiolas apertadas, espancados até a morte e comidos, foi cancelado pelas autoridades da cidade do sul da China.

Citando fontes locais, grupos de campanha dizem que a venda de carne de cachorro foi banida uma semana antes do festival anual, em 21 de junho, com os infratores enfrentando prisão e multas de US$ 15 mil. As informações são da Time.

A nova diretriz foi aparentemente ordenada pelo novo secretário do Partido Comunista Chinês Yulin, Mo Gong Ming, em uma tentativa de reformar a imagem da cidade depois de protesto internacionais seguidos. Uma petição pedindo que o festival fosse abolido ganhou 11 milhões de assinaturas no ano passado.

“Mesmo que se trate de uma proibição temporária, esperamos que isso tenha um efeito dominó, levando ao colapso do comércio de carne de cachrro”, disse Andrea Gung, diretora executiva do Duo Duo Project, um grupo de campanha contra o consumo da carne de cão e gato. “Essa proibição é consistente com minha experiência de que Yulin e o resto do país estão mudando para melhor”, completou.

No entanto, não está claro como qualquer proibição pode ser aplicada, especialmente quando o festival anual traz uma injeção de dinheiro para a cidade de US$ 7 milhões. Como o evento nunca foi sancionado oficialmente, alguns defensores duvidam da capacidade do governo para impedir que indivíduos participem.

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