Rafael Barreto, vencedor do Ídolos 2008, fala sobre seu CD de estreia

O programa Ídolos, versão brasileira do show de calouros American Idol, premiou em sua edição do ano passado o baiano Rafael Barreto, de 23 anos, que agora lança seu álbum de estréia, Pensando em Você.

Em entrevista, o cantor fala sobre o processo de composição do novo álbum, influências musicais e confessa que, antes de entrar no programa hoje exibido pela TV Record, acreditava que “era tudo bobagem e que todo mundo já sabia quem ia ganhar”. Leia abaixo!

Virgula: Como foi o processo de composição de seu CD de estréia, Pensando em Você?
Rafael Barreto: Eu já era compositor antes de participar do programa, quando tinha a banda Alpha 3. Toquei por muitos anos em barzinhos. Após ganhar o Ídolos, consegui o contrato com a Sony e saiu o CD. Quatro das 13 faixas são músicas minhas.

Virgula: E a divulgação do álbum? Você já está preparando uma turnê?
Rafael Barreto:Eu já fiz uma miniturnê, apresentando pocket shows gratuitos em shoppings. Estou planejando uma turnê maior, que deve começar em julho. Mas, por enquanto, só estou divulgando o CD na internet mesmo, com meu Orkut, MySpace, Twitter, blog, site... por sorte, o disco está vendendo muito bem!

Virgula: Sua participação no programa Ídolos modificou sua maneira de cantar e compor? Como músico, o que você aprendeu?
Rafael Barreto: O mais difícil foi aprender a cantar sem tocar. Também tive que me mostrar para os jurados por inteiro. Durante toda a minha carreira, sempre cantei e toquei ao mesmo tempo. Então, o fato de ter de cantar à capella me fez desenvolver a presença de palco. A gente precisa aprender a ser performer. E eu me esforcei. Ensaiava tanto que, às vezes, os outros participantes achavam que eu era meio maluco!

Virgula: Você acredita que um programa como o Ídolos é uma maneira legal de começar na música? Você acreditava nisso quando entrou?
Rafael Barreto: Vou ser sincero: quando entrei, achava que todos esses programas eram armados e o vencedor já estava decidido. Entrei no Ídolos sem nenhuma pretensão, só pra ver no que ia dar. Mas, depois de algumas fases, me assustei, porque percebi que o programa era sério mesmo! Tinha audições de verdade e nós éramos realmente julgados. Foi uma surpresa. A partir daí, decidi que tinha que ganhar.

Virgula: Quais músicos você mais ouve hoje? Quais suas principais influências na hora de compor?
Rafael Barreto: Nossa, tem tanta gente... Sem pensar muito, lembro de Michael Jackson, Marvin Gaye, LS Jack, Skank, Ana Carolina, Jota Quest, Djavan e Lulu Santos.

Virgula: Você acha que a internet é uma boa maneira de divulgar seu trabalho?
Rafael Barreto: Olha, eu não sei mexer direito em nada. Só sei que quando tenho que fechar alguma coisa, tenho que clicar lá no X (risos). Mas é claro que a Web é muito importante na hora de divulgar, porque a sua música chega mais rápido para todo mundo.

Virgula: E disponibilizar um álbum gratuitamente na internet? Você faria?
Rafael Barreto: Olha, aí não, viu? Acho um pouco estranho essa coisa de você gravar o álbum e simplesmente colocá-lo de graça na rede. Não tenho nada contra quem faz, mas não é algo que pretendo para meus futuros lançamentos.

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