‘Assim como o punk, rap segue o mesmo princípio de filosofia’, diz Rica Silveira

Fabiano Alcântara

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Atualizado em 6/08/2017

Rica Silveira

Divulgação Rica Silveira

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Paulistano radicado em Santos, o rapper Rica Silveira vem transitando desde os anos 90 entre o rap, o punk, o rock e o hardcore, com passagem por bandas como DeCore, RPW, Gritando HC e Calibre 12, com bagagem que inclui turnês na Europa e Argentina.

China Brasil é o primeiro registro do rap nacional com participação de um MC chinês, o rapper  醉人 (Zuìrén), de Pequim. A faixa é o sexto single da carreira solo de Rica Silveira, que teve início em 2015.

Como conheceu o rapper chinês e por que quis fazer esse som?
Rica Silveira - Conheci o Zuirén em 2008, na época, a febre entre os artistas na internet era o Myspace. Na ocasião, ele fez contato no perfil de uma banda em que eu tocava, me convidando a estar participando de um tema das Olimpíadas de Pequim, qual ele estava produzindo e recrutando artistas ao redor do mundo, dessa forma participaram dessa música representando o Brasil eu, e o W-Yo, vocalista do tradicional grupo de rap bate cabeça RPW, de lá pra cá, mantivemos o contato, nos tornamos amigos.

Ele é famoso na China?
Rica – O 醉人 Zuirén, também é mais conhecido como Zhao Chenlong do grupo de V-Pop NZBZ, eles ganharam este ano o principal prêmio do MTV Global Chinese Music Awards, eles também tem trilha sonora em vários filmes como Tartarugas Ninjas, de 2016, e A Grande Muralha, de 2017…

Por que acha que o rap causa identificação em diferentes partes do mundo?
Rica - Ah, por diversas questões, mas acredito que a liberdade de expressão seja a causa principal e também pela facilidade de produção que assim como o punk, o rap segue o mesmo princípio da filosofia “faça você mesmo”, além de não exigir grandes e longos estudos, se comparado a um instrumentista de metal ou música clássica, por exemplo.

Como vê o mercado hoje e que artistas novos mais gosta e indica?
Rica - O rap é a bola da vez, acompanho a cena desde 1990 e não me lembro de um momento tão forte do rap como hoje, tanto no mainstream, como no underground, porém, acredito que é preciso cautela com a grande mídia, pois, no Brasil tudo é muito passageiro, se voltarmos na década de 2000, o rock teen é quem dominava o mercado, enquanto hoje não os vemos em mais quase nada. Sobre novos artistas, conheci recentemente o trabalho da rapper Triz Rutzats e gostei bastante, Kell Smith, o rapper GAV também é um menino que precisa ser mais visto, porque tem muito talento, grupo Mei 13, da zona leste de São Paulo, e vários outros…

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