Elvis In Concert exige bom humor e saudosismo, mas agrada órfãos de Elvis Presley em São Paulo

Redação

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Atualizado em 9/10/2012

Elvis In Concert

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Elvis Experience

Créditos: gabriel quintão

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Elvis In Concert - 08/10/2012, Ginásio do Ibirapuera, São Paulo/SP

Créditos: gabriel quintão

No último dia 16 de agosto, completaram-se 35 anos desde a morte de Elvis Presley. As homenagens no Brasil, no entanto, chegaram cerca de um mês depois, com o lançamento da exposição The Elvis Experience e, em São Paulo, culminaram com a série de shows-tributo Elvis In Concert, que estreou na capital paulista nesta segunda-feira (8) à noite.

Em 2012, o fenômeno Elvis só não é maior que o mito, e se dependêssemos dos fãs que lotaram o Ginásio do Ibirapuera para avaliar a popularidade do chamado “Rei do Rock”, seria fácil acreditar nas teorias da conspiração que não hesitam em afirmar que Elvis continua vivo. Se “recordar é viver”, Elvis definitivamente não morreu.

Antes do show, homens e mulheres – na maioria para lá de seus 30 anos – se amontoavam do lado de fora do ginásio em engarrafamentos e filas, exibindo topetes, óculos escuros ou qualquer tipo de adereço que lembrassem o ídolo. Os que não foram preparados cercavam as barracas que vendiam os produtos oficiais do tributo, disputando camisetas (de R$ 80 a R$ 100), livros e pôsteres de Presley. 

Já do lado de dentro, os mesmos fãs procuravam inquietos os assentos, enquanto alimentavam-se de churros, crepes e porções modestas de batatas fritas, todos a preços exorbitantes. A ansiedade era tanta que as propagandas exibidas antes do show foram intensamente vaiadas – chegando a constranger o ator Cássio Reis, que apresentou ao vivo uma delas. A plateia só se acalmou quando um vídeo onde um sósia de Elvis aparecia “entrando” no ginásio foi projetado no pano que escondia o palco.

O fim de Also Sprach Zarathustra, tema que costumava abrir vários shows de Elvis, foi a deixa para que a TCB Band, banda de apoio de Elvis, começasse See See Rider, diante de uma plateia extasiada, mas que a ignorava completamente: os olhos e lentes de câmeras, celulares e tablets estavam voltados para o telão central, onde o ausente protagonista da noite se fazia presente.

Burning Love puxou um coro tímido do público, a esta altura ainda preocupado em registrar o momento com os aparelhos eletrônicos. Apenas a partir da sétima música, a versão de Elvis para Johnny B. Goode, de Chuck Berry, os paulistas se mostraram mais entusiasmados, e passaram a reagir a cada sorriso, a cada movimento da pélvis do cantor virtual.

O telão poupa Elvis do envelhecimento constrangedor de vários rockstars – a qual ele mesmo se sujeitou nos últimos anos de vida, com a saúde debilitada. A maioria das imagens vem do especial Aloha From Hawaii, gravado e exibido em 1973, e de Elvis: That’s The Way It Is, de 1970.

Nas imagens, recheadas de performances estoantes de clássicos como Heartbreak Hotel, Love Me Tender, I’ll Remember You e a emocionante You’ve Lost That Loving Feeling, Elvis é sorridente, provocante – distribuindo incontáveis selinhos à porção feminina do público – e apresenta sua incomparável voz em plena forma.

No entanto, é impossível esconder a frustração pela ausência de um dos mais sedutores ecativantes intépretes de todos os tempos. Apesar da maravilhosa performance dos carismáticos músicos – meticulosamente sincronizados com as gravações – muitas vezes a impressão que se tem é a de estar comemorando um aniversário sem o aniversariante, ou pior; a de estar simplesmente aplaudindo a projeção em grande escala de um DVD.  

Apesar disso, a plateia de Elvis In Concert pareceu não se importar, mesmo pagando até R$ 1.200 para rever cenas populares do ídolo, exibidas à exaustão desde sua morte e facilmente encontradas na internet. Senhoras, senhores e sósias respondiam aos apelos e elogios de Elvis, enxugavam as lágrimas frequentemente, e cantavam junto com o Rei, mesmo que ele não estivesse lá para ouví-los. Elvis morreu, sim, mas com uma boa dose de bom humor e saudosismo, é reconfortante acreditar que não.

O tributo ocorre em São Paulo mais três vezes ainda nesta semana: terça (9) e quarta-feira (10) no Ginásio do Ibirapuera, e sábado (13) no Via Funchal.  Antes da despedida em São Paulo, o grupo faz apresentação única no Rio de Janeiro, na quinta-feira (11), no Maracanãzinho. A exposição The Elvis Experience – essa sim, imperdível – segue em cartaz em São Paulo até o dia 05 de novembro. Ingressos para os shows e a exposição estão disponíveis no site Ingresso Rápido e no site do Via Funchal.

Setlist:

ATO 1

01) Also Sprach Zarathustra (Tema de 2001: Uma Odisseia no Espaço)
02) See See Rider (Aloha)
03) Burning Love (Aloha)
04) Steamroller Blues (Aloha)
05) Love Me (Aloha)
06) I Can’t Stop Loving You (Aloha) / Apresentação da banda
07) Johnny B. Goode (Aloha)
08) You Gave Me a Mountain (Aloha)
09) That’s All Right (TTWII)
10) Hound Dog (TTWII)
11) Don’t Be Cruel (TTWII)
12) Heartbreak Hotel (TTWII)
13) Are You Lonesome Tonight (TTWII)
14) All Shook Up (TTWII)
15) Blue Suede Shoes (TTWII)
16) Love Me Tender (TTWII)
17) In the Ghetto (TTWII)
18) Sweet, Sweet Spirit How Great Thou Art If I Can Dream (’68 Special)

INTERVALO

ATO 2

19) Trouble (’68 Special)
20) Polk Salad Annie (TTWII)
21) You’ve Lost That Loving Feeling (TTWII)
22) You Don’t Have To Say You Love Me (TTWII)
23) Mystery Train/Tiger Man (TTWII)
24) Bridge Over Troubled Water (TTWII)
25) The Wonder Of You (TTWII)
26) Suspicious Minds (TTWII)
27) I’ll Remember You (Aloha)
28) What Now My Love (Aloha)
29) Long Tall Sally/Whole Lotta Shakin’ Goin’ On (Aloha)
30) A Big Hunk O’ Love (Aloha)
31) My Way (Aloha)
32) An American Trilogy (Aloha)
33) Can’t Help Falling In Love (Aloha) 
 

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