K-pop é febre entre jovens; autoras explicam o sucesso do gênero que virou estilo de vida

Fabiano Alcântara

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Atualizado em 20/04/2017

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Você sabe o que é k-pop? Se respondeu não, você pode estar entregando a sua idade. A molecada adolescente e de 20 e poucos anos sabe bem. Você pode encontrá-los demonstrando seu amor a esta cultura nas ruas, fazendo coreografias, cantando ou conversando sobre shows e lançamentos.

Três referências do cenário do k-pop no Brasil, a escritora, apresentadora e youtuber Babi Dewet  e as especialistas e apaixonas pela cultura coreana Érica Imenes e Natália Pak, idealizadoras do portal SarangInGayo, se juntaram para escrever um livro sobre o gênero que ultrapassou a música para virar estilo de vida. Natália explica que SarangInGayo é um jogo de palavras que significa “amor pela música coreana”. O portal está no ar desde 2008.

Nós conversamos com elas para tentar descobrir por que o k-pop faz tanto sucesso. “É uma pergunta que a gente responde o tempo todo. A música, obviamente, e também por que ela não é só o gênero. Simplesmente tudo, o estilo de vida, as coreografias, o estilo deles se vestirem. E isso está ligado às novelas, comida, tudo em geral da cultura”, afirma Natália.

“Pra gente é um estilo diferente, animado, feliz, fantástico. É tudo que a gente queria ser. A gente vê aquela galera no palco colorida dançando e cantando superbem. Tem muito disso de você ver algo tão maneiro, tão bem feito e que a gente se relaciona porque é algo que a gente gostaria de ser”, contextualiza Babi. “”Passa uma mensagem muito positiva, não só nas músicas e no estilo dos caras, de quem eles são. Mas a cultura coreana tem esse preocupação de você sempre ser melhor, de sempre tentar o seu melhor, de você não desistir, correr atrás, batalhar. Isso vem muito carimbado nos grupos e é muito cultural lá”, completa.

O livro, com lançamento previsto para o primeiro semestre pela Editora Gutenberg, trará imagens e informações exclusivas, histórias do backstage de shows de k-pop  no Brasil, curiosidades sobre o mercado de ídolos coreanos, entre outros atrativos.

“A gente sempre gosta de explicar, o que é, como surgiu, como acontece a fábrica de idols na Coreia e tudo mais porque é fácil você falar que k-pop é a música da Coreia pronto e acabou e você escuta e não entende o que eles estão falando. Acha divertido e pronto e acabou. A gente queria que fosse uma experiência um pouco a mais. Uma explicação mais fácil para que todo mundo pudesse entender”, diz Babi.

Elas dizem que há muita desinformação no modo como a mídia tracional aborda o k-pop. “Primeiro, é chamar os grupos de bandas. Isso me irrita muito”, afirma Natália. Isso se deve ao fato de que há muitos grupos vocais, em que os integrantes não tocam instrumentos e por isso não poderiam se chamados de banda.

“Tem muita mídia que vai falar sobre k-pop e fala só sobre o Psy, por exemplo. E daí você não abrange a cultura coreana, mostra outros lados”, exemplifica Babi. “O Psy nem é k-pop. Ele é um artista coreano”, completa Natália. “É não conversar com quem entende”, resume a questão sobre os erros da mídia tradicional.

“Por isso que a gente quis criar esse livro. Para ser uma referência de que o k-pop não é só aquilo que você vê na internet. Mas nem tudo na internet é verdade, nem tudo na internet é completo”, afirma Natália.

“Tem a história por trás disso, uma linha do tempo. Começa há 20 anos. Você não pode achar que 20 anos de um gênero que se tornou um lifestyle vai ter na internet. O SarangInGayo é o portal mais antigo a abordar a cultura coreana. E mesmo assim no SarangInGayo não existe tudo de informação que a gente resolveu juntar para por no livro. Não tem como você achar que tem tudo na internet. O que tem é bacana, mas é raso. Se você entende que é uma cultura tão vasta, um estilo de vida com inúmeros aspectos, se você pensa de uma forma rasa, você também está deslegitimando aquilo”, argumenta Érica.

Apesar de prometerem ir a fundo, elas querem evitar “cabecismos”. “Ninguém quer ver um livro de história. A história da Coreia é supercomplicada, são muitos dados. Então não tem nem como colocar tudo ou o livro seria uma enciclopédia, gigante. Até a história da onda coreana, do Hangul, é muito vasta também. Então a gente teve que enxugar, quem sabe se for um sucesso a gente pode lançar uma série. Tem muita, muita coisa mesmo”, diz Natália.

“No livro a gente traz uma linguagem mais jovem porque a gente quer que o público do livro seja jovem. Que o jovem de hoje em dia possa ler sobre a história da música, do k-pop e tal, e que ele possa crescer com isso. A gente criar novas gerações menos preconceituosas tanto em relação à lingua quanto a uma outra cultura. Isso é muito bacana, trazer esse conhecimento de forma simples, tranquila, galera vai poder ler o livro rapidinho”, adianta Babi.

“A gente está morrendo de orgulho disso, de colocar isso em evidência, colocar impresso no papel e dizer isso tem credibilidade, é uma cultura muito bacana, abre, lê e mostra para todo mundo. Os pais vão começar a dar mais credibilidade”, conclui Érica.

Autoras de livro sobre k-pop indicam grupos

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