Murilo Sá prepara novo disco: “Gosto de transitar por todas as décadas”

Fabiano Alcântara

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Atualizado em 19/02/2016

Murilo Sá

Jack Rubens Murilo Sá

Aposta do novo rock brasileiro desde que lançou Sentido Centro, em 2014, o cantor, compositor e multi-instrumentista Murilo Sá prepara um novo álbum. Esta semana, o baiano radicado em São Paulo lançou duas faixas dele mesmo, De Volta à Rua SolidãoMundo Impressionista, reunidas em um compacto virtual.

“A maioria são crônicas urbanas com um viés nonsense, experiências ou sacações”, diz o músico sobre as novas faixas. E o que leva Murilo a querer fazer uma música nova? “Comigo geralmente o impulso de compor uma canção não é uma coisa muito planejada ou racional, é meio intuitivo. São vários os motivos que podem me motivar a fazer uma música, pode ser um assunto trivial ou a necessidade de transformar algum sentimento em canção, mas em última instância é pelo hábito mesmo”, diz.

Com a psicodelia sendo um dos principais ingredientes da sua receita musical, o baiano elege seus grupos e artistas da nova onda psicodélica que mais gosta e indica. “Lá fora, gosto de Temples, Connan Mockassin, Ariel Pink. Aqui tenho ouvido os Boogarins, Mescalines, Vitreaux, Bombay Groovy, Teclas Pretas (BA) e Heitor Dantas (BA)”, elenca.

Nós perguntamos para o Murilo também o que difere a psicodelia de hoje daquela que rolou nos anos 60 e 70, na opinião dele: “Acho que naquela época existia LSD de boa qualidade… e o pessoal tomava… (risos). Brincadeiras à parte, acho que não dá pra ficar tentando emular os anos 60 ou 70. Eu gosto de transitar com total liberdade por referências de todas as décadas dos anos 50 até os tempos atuais, de uma maneira meio caótica até. Sempre tive um sotaque sessentista, mas já não posso negar minha quedinha pelos oitenta, por exemplo”.

Previsto para maio, o novo disco se chamará Durango!. “Este nome me veio à cabeça logo quando comecei as gravações no ano passado, não sei muito bem por que. Gostava da sonoridade, me soava como um grito de guerra ou algo assim. Ou como nome de personagem de filmes western. Parecia ter o significado oposto ao conceito de sujeito bem sucedido na sociedade, e isso me agradou. Mas ainda estou tentando identificar o conceito maior por trás desse título (risos)”, afirma.

Entre os músicos convidados para o novo trabalho estão: Charly Coombes (Supergrass), Pedro Pelotas (Cachorro Grande), Gabriel Guedes (Pata de Elefante), Tomas Oliveira (Mustache e Os Apaches) e Rodrigo Bourganos (Bombay Groovy).

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