Produção de vinis deve quadruplicar no país; gravadora investe em formato

Fabiano Alcântara

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Atualizado em 19/07/2016

Clássicos do catálogo da Sony

Montagem/Reprodução Clássicos do catálogo da Sony

Com números cada vez mais expressivos das vendas e produção de vinis, a gravadora Sony Music decidiu investir no formato trazendo títulos de músicos de seu catálogo e lançamentos. Com curadoria de Charles Gavin, Ed Motta e Maurício Valladares, na primeira leva, que chegou às lojas em junho, aparecem nomes do catálogo como Arnoldo Medeiros (O Homem, O Poeta, de 1975), Banda Black Rio (Gafieira Universal, 1978), Cartola (Verde que Te Quero Rosa, de 1977), César Camargo Mariano (São Paulo – Brasil, de 1977), Pepeu Gomes (Geração do Som, de 1978), Waltel Branco (Meu Balanço, de 1975) e Wilson Simonal (Ninguém Proíbe o Amor, de 1975).

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Já os novos trabalhos são de Emmerson Nogueira (Versão Acústica 5), Jota Quest (Pancadélico) e Djavan (Vida pra Contar). O formato vinil tem sido cada vez mais produzido para atender à demanda do mercado. Neste ano, a única fábrica em funcionamento no Brasil, a Polysom, prevê um aumento de 20% na produção, com expectativa de produzir 150 mil discos. Outra fábrica, que deve entrar em funcionamento ainda este ano em São Paulo, a Vinil Brasil, deve  quadruplicar a produção de vinis no país. No Reino Unido, as vendas ultrapassaram os dois milhões de cópias, o que é o melhor resultado em 21 anos, e neste ano tiveram um aumento de 60%.

Nos Estados Unidos, os discos de vinil ainda vendem menos que os CDs, mas já rendem mais que o formato digital, somando US$ 416 milhões contra US$ 385 milhões do streaming, de acordo com a Associação das Gravadoras Norte-Americanas (RIIA). O crescimento das vendas é tão grande, que em 2015, os vinis representaram cerca de 1/3 da venda de formatos físicos.

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