Natalie Portman afirma ter recebido salário 3 vezes menor que Ashton Kutcher em filme

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Atualizado em 11/01/2017

Natalie Portman fala sobre salários desiguais em Hollywood

Divulgação Natalie Portman fala sobre salários desiguais em Hollywood

A desigualdade salarial entre homens e mulheres em Hollywood não é nenhuma novidade. Atrizes como Meryl Streep e Jennifer Lawrence já denunciaram, em diferentes ocasiões, o descrédito e desrespeito sofrido por mulheres no mundo do entretenimento. Agora, Natalie Portman dá um passo rumo aos holofotes para fazer o mesmo.

Em entrevista à edição britânica da revista Marie Claire, a atriz revelou ter recebido um salário três vezes menor do que o ator Ashton Kutcher, parceiro no filme “Sexo sem Compromisso”, em 2011. Coincidentemente, este foi o ano em que Portman ganhou um Oscar por “Cisne Negro”.

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“Eu sabia disso e me conformei, também, pois existe essa história de ‘cota’ em Hollywood. É o valor máximo que você já recebeu por um trabalho. A cota dele era três vezes maior do que a minha, por isso disseram que ele merecia ser pago na mesma proporção”, lembra a atriz.

Essa é mais uma prova dos obstáculos que as atrizes precisam enfrentar para desenvolver a própria carreira e conseguir bons contratos em filmes e produções para a televisão. O grande problema é que a indústria reconhece essa lacuna entre homens e mulheres e perpetua uma estrutura que, em essência, reflete a desigualdade de gênero, apenas.

Portman também foi questionada sobre ter ficado brava ou chateada com o episódio na época. “Eu não fiquei tão brava como deveria ter ficado. A gente recebe uma boa quantia por trabalho, é o que quero dizer, por isso fica difícil apenas reclamar. Mas a desigualdade é realmente impressionante”, explica.

Segundo ela, as mulheres ganham apenas 80 centavos por cada dólar recebido pelos homens, na maior parte dos empregos. “Em Hollywood, nós fazemos apenas 30 centavos de dólar”, acrescenta a atriz.

A desigualdade se estende a oportunidades para mulheres na direção cinematográfica, também, de acordo com um estudo de 2015 da Escola de Comunicação e Jornalismo Annenberg, na Universidade da Carolina do Sul. Para Natalie Portman, a discussão não é sobre atores serem mais ou menos capazes que diretores, por exemplo. “O problema está no fato de mulheres terem poucas oportunidades de trabalho. Nós devemos ser parte da solução, não simplesmente perpetuar um problema de discriminação de gênero que já existe”, defende.

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