Pode ser uma boa oportunidade para prolongar a balada ou tirar o atraso do sono. Por outro lado, significa mais trabalho para os muitos que ganham a vida no turno da noite.
Mais trabalho
José Inácio De Paula Leite Neto, 22 anos, trabalha (inclusive aos finais de semana) numa empresa de telecomunicações no interior de São Paulo. Por pouco, ele não foi obrigado a prolongar o expediente. "Quem vai pagar o pato é a galera que faz o turno das 0h às 8h. Eles vão trabalhar uma hora a mais com o fim do horário", explica.
No dia 18 de outubro de 2009, quando os relógios foram adiantados no início do horário de verão, a empresa optou por reduzir o turno dos funcionários da madrugada. "Eles chegaram meia-noite, mas entraram 1h da manha. Nessa, "ganharam" o desconto de uma hora. Agora eles vão repor isso", pondera.
Neto, que termina o turno às 0h, com a mudança, vai sair às 23h. E diz que pretende fazer bom proveito da hora extra. "Vou para a balada, com certeza".
Mais balada
"Vamos abrir na primeira meia-noite e ganhamos uma hora de festa.", brinca Igor Lopes, promotor das noites de sábado da Hot Hot, casa noturna no centro de São Paulo.
Quanto aos funcionários, Lopes explica que "o pessoal no clube trabalha com banco de horas, então essa hora a mais cai no banco. Em muitas noites, eles estão sujeitos a trabalhar mais ou menos em uma noite ou outra, no caso do horário de verão a história permanece a mesma."
Como é na lei
Do ponto de vista jurídico, não há nenhuma lei que estabelece compensação para os trabalhadores em virtude do fim do Horário de Verão. "Na prática, a gente sabe que o pessoal acaba trabalhando mais. Mas, em termos trabalhistas, os funcionários vão iniciar e encerrar o expediente como normalmente acontece", pondera Alexandre Kamegasawa, advogado especialista em Direito do Trabalho, ao ser questionado sobre o que um trabalhador pode fazer ao trabalhar nove horas e receber por oito.
"O bom senso diz que deve haver uma compensação. Mas nem sempre é assim", disse.
Já, para Eli Alves Da Silva, outro advogado especialista na área trabalhista, a questão é complicada, mas não há muito o que ser feito. "Legalmente, não há o que ser reclamado. A empresa não pode ser onerada em função de uma política governamental", explica.









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