ARQuitetando: como trazer elementos da natureza para dentro de casa

08/11/2009 10h00 Adriana Victorelli
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Há flores por todo lado. Papéis de parede que trazem um ar de primavera (Casa do Papel de Parede) (Divulgação)

Há flores por todo lado. Papéis de parede que trazem um ar de primavera (Casa do Papel de Parede)

Foi-se o tempo em que todos queriam concreto, metais e ambientes ultra-modernos dentro de casa. Nas grandes cidades o bucolismo entra de mansinho na vida de todos nós através do resgate de uma vida mais saudável e próxima à natureza. Mas como trazer a natureza para dentro de casa em espaços minúsculos com uma cidade tão monocromática? Para realizar estes sonhos o setor da decoração lança revestimentos que são destaque em matéria de tecnologia verde reproduzindo madeira, pedra, palha e outros elementos de uma maneira sustentável.
 
Papéis de parede não são novidade porém, se engana quem imagina aquele elemento sintético dos anos 80. O papel de parede de hoje é feito com desenhos florais, palha natural e até mica, uma espécie de pedrisco totalmente lavável. Outro destaque é a fibra de vidro que traz texturas às paredes ajudando na regularização e impermeabilização podendo ser pintada várias vezes sem perder a textura de trama característica do produto.

E para quem procura um ambiente mais rústico, ainda existe um material novo que virou sucesso de popularidade: as pastilhas decorativas feitas da casca do coco, palha de arroz, dendê e babaçu. Criadas por um brasileiro estes revestimentos geram um mercado sustentável com o aproveitamento do material antes sem utilidade. E o resultado é um produto lindo e decorativo que pode ser aplicado no teto, paredes, móveis ou detalhes no piso.
 
E só pra aproveitar a chegada do verão: sabe aquela varanda ou jardim com pisos feitos em madeira de demolição? Você acha lindo mas fica em dúvida se vale o investimento já que ela tende a apodrecer depois de anos deixada ao tempo? Foi justamente por conta deste impasse entre o bonito e o durável que alguns fabricantes criaram materiais à base de cimento com ranhuras e tonalidades tão parecidos com o original que só dá pra notar que se trata de um produto alternativo pelo tato e -claro!- pela durabilidade.

Adriana Victorelli é arquiteta e paisagista da Neo Arq*

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