Luiz Filipe Tavares
Publicado em 09/09/2009 11:48:00
tamanho da letra:

A beatlemania é um comportamento que vai além (muito além) do simples fanatismo pelas músicas dos Beatles. É ser fanático por aqueles quatro rapazes cabeludos de Liverpool, pelas suas ideias, sua visão de mundo e por suas máximas, lembradas até hoje, 30 anos depois do fim da banda.
George, Ringo, John e Paul não tinham papas na língua. Falavam o que passava por suas cabeças sem medir o impacto que as frases teriam e, por isso, foram mal interpretados incontáveis vezes. De certo que a pior delas foi o disparate de Lennon quando disse que "os Beatles agora são mais famosos que Jesus", em 1966.
Esse comentário gerou a fúria das entidades conservadoras ao redor do mundo e a banda teve suas músicas tiradas do rádio em uma série de países. Fato é que ele se referia a como as pessoas viam a banda, e não dando sua opinião pessoal. Mas, apesar das manifestações dos fãs, o mal estar entre a banda e os cristãos mais fervorosos não diminuiu.
Isso mostra, porém, como as opiniões dos Beatles eram importantes nos anos 60 até para quem os odiava. Eles falavam sobre qualquer coisa e nem sempre tinham opiniões formadas sobre o assunto. Ringo, por exemplo, disse uma vez: "Eu sou sim um grande fã de Beethoven. Especialmente de seus poemas."
McCartney também adorava derrubar bombas na imprensa, como na oportunidade em que derrubou por terra a crença dos fãs de que a banda pregava o desapego ao material. "Um dia alguém me disse que os Beatles eram anti-materialistas. Isso é um mito sem tamanho", disse ele em uma entrevista. "John e eu chegávamos ao ponto de sentar juntos e dizer, literalmente, 'tá legal, vamos escrever uma piscina'."
Essa mitologia toda não incomodava Sir Paul ou os outros integrantes do Fab Four. Em outra oportunidade, Lennon explicou o sucesso da banda dizendo que "você precisa ser um bastardo para chegar até o sucesso" e que "os Beatles são sim os maiores bastardos na face da Terra."
George Harrison, o Beatle solitário, nem sempre falava com a imprensa. Algumas de suas frases, porém, foram eternizadas na mente dos fãs por sua contundência profética. Foi George quem disse que "os Beatles existirão sem nós" e que a banda "salvou o mundo do tédio", o que não dá pra negar que seja verdade.
Quando Lennon foi assassinado, Harrison reuniu alguns amigos próximos (incluindo Paul McCartney) em seu estúdio particular para uma jam. Depois de algum tempo, George disse uma de suas mais famosas frases: "Tudo o que eu queria era tocar guitarra. E é isso que acontece."
Lennon foi o primeiro Beatle a morrer e deixou pra trás um legado de vida e música. Em suas próprias palavras, "se todas as pessoas exigissem paz ao invés de uma televisão mais nova, aí sim teríamos paz."

4 Comentários:
- Gabriela - 16/10/2009
- Meu Deus..
"os Beatles agora são mais famosos que Jesus"
Por favor confirmem suas fontes, Lennon fez uma critica a sociadade ,que de certa forma idolatrava mais os beatles do que a Jesus
Realmente uma matéria mal feita, e sem pesquisa alguma, se é pra falar dos Beatles, por favor façam direito
- Felipe - 10/09/2009
- meu está tudo errado o que tem nessas noticias dos beatles aqui,o ringo na epoca ja era um cara super culto,talvez o mais dos beatles em questões literarias,se informem melhor antes de colocarem barbaridades aqui fora de contexto,até mesmo sobre jesus,foi uma critica a uma sociedade q estava dando mais importancia a uma banda do que para religião e etc....
- Denis - 10/09/2009
- Os Beatles eram sarcásticos, brincavam com perguntas cretinas da imprensa e, sem dúvidas, essa resposta de Ringo sobre Beethoven foi da mais fina ironia. O contexto que ela foi colocada neste texto está errado.
- Faith no More - 09/09/2009
- Essas bandas que viram, e uma porcaria nao gosto de nenhuma inclusive faith no more somente epic