Lirinha, vocalista do Cordel do Fogo Encantado no show de 10 anos da banda
E pouco depois das 21h a banda original formada por José Paes de Lira, o Lirinha (voz e pandeiro), Clayton Barros (violão), Emerson Calado (percussão), Nego Henrique (percussão), Rafa Almeida (percussão), acompanhada por Rafael Duarte (baixo) e Deco do Trombone fez a felicidade dos fãs que levantaram das cadeiras e ocuparam todos os espaços ao redor do palco. Histéricos, cantavam-gritavam durante uma hora e meia de show com os sucessos antigos ou, em alguns momentos pontuais, pareciam hipnotizados pelas novas músicas apresentadas naquele momento.
E o Cordel mostrou porque é conhecido e aclamado por suas apresentações ao vivo. A primeira música foi Tempestade, do segundo CD O Palhaço do Circo Sem Futuro, e a partir daí, uma mistura de grandes sucessos que todos os três discos lançados pelo grupo (Cordel do Fogo Encantado - 2001, O Palhaço do Circo Sem Futuro - 2002 e Tranfiguração - 2006) fizeram um apanhado desse tempo de carreira.
A força dos três percussionistas que dão o tom de todas as canções continuam em perfeita harmonia com a guitarra de Clayton e os berros, danças, performances (incluindo um momento com fogo) e carisma de Lirinha que não parou quieto em nenhum segundo.
E a presença dos dois músicos que participaram da gravação do novo CD da banda trouxe um tempero a mais às canções - mesmo aquelas já conhecidas e gravadas sem trombone, por exemplo.
Algumas músicas provacaram momentos emocionantes como Pedrinha, Poeira, Os Oim do Meu Amor, Na Veia e Chover, onde o próprio Lirinha afirmava que estava dificil cantar. O cover de Cio da Terra, de Milton Nascimento e Chico Buarque, interpretado de uma maneira dura e ao mesmo tempo passional só completou o set list.
Em alguns momentos o vocalista interagia com o público que pedia atenção, músicas, fazia declarações de amor, e ele contava histórias e
respondia ao carinho sempre se aproximando e explorando todos os espaços do palco que era uma ilha rodeada de pessoas por todos os lados.
Após o ecerramento fake e um bis com três canções, os músicos deixaram o palco sob o côro da poesia Ai se Sesse, de Zé da Luz, gravada no primeiro disco.
Após o show, Lirinha comentou: "nesse espaço menor a apresentação se torna muito mais emotiva do que técnica, tanto que as vezes a voz falhava, a letra não saía", e completou, "esse show é um festejo, uma celebração com quem construiu o Cordel do Fogo Encantado: o público".
A banda continuará com algumas apresentações pelo Brasil comemorando os 10 anos, mas a partir de inicio de 2010 já partirá para apresentações de lançamento do novo CD, que deve ser lançado primeiro virtualmente.
Quem conseguiu comprar o ingresso antecipadamente, poderá conferir as apresentações de hoje (14/11 às 21h) e amanhã (15/11 às 18h) no Sesc Pompéia.






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