Veja 15 fatos marcantes sobre a vida de Chorão, do Charlie Brown Jr.

Muita gente pode torcer o nariz, mas Chorão era um poeta. O vocalista e compositor encontrado morto na manhã desta quarta-feira (6) não era destes que escrevem versos bonitinhos, com rimas ricas, efeitos pirotécnicos e conceitos muito elaborados. Era um cara em conexão com as ruas.

Escrevia e cantava como se fala por aí. A simplicidade era sua arma e ser simples é muito difícil. É preciso saber o que se está fazendo, se dedicar, se por integralmente a serviço de uma missão. A de Chorão era espalhar a rebeldia. Como dizia o poeta surrealista André Breton: “A revolta e somente a revolta é criadora de luz. E esta luz não pode tomar senão três caminhos: a poesia, a liberdade e o amor”.


Mesmo tendo abandonado os estudos na sétima série, Alexandre Magno Abrão, seu nome de batismo, destacava-se pela inteligência. Escrevia letras com facilidade quase mediúnica, que exprimiam o sentimento dos jovens há dez anos, que é o mesmo dos de hoje e provavelmete será os do futuro.

Também foi homem de negócios, empresário e roteirista. Desde que fundou o Charlie Brown Jr., em 92, cuidava da direção artística e executiva do grupo. O jornalista e escritor Silvio Essinger o comparou a um "Hugo Chávez da MPB". E disse que sua morte "tem algo de fim de uma era". "Ainda mais nesse momento em que, secretamente, ansiamos como nunca pela chegada de um outro Check your Head", afirmou, referindo-se ao álbum dos Beastie Boys, também de 92.

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